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15 de junho de 2008

Os info-Ases




Como tinha dito, a temática desse Blog é colocar uma história para cada estatística.Para inaugurar, estou colocando algo que aconteceu muito recentemente,para ser mais exato nesta semana que passou.A foto que está ao lado é de um incêndio que ocorreu perto da UEPG, só que mais do que isto,representou a primeira reportagem da carreira,não só minha como de 6 colegas.É isso ai Fernanda, Felipe, Fran, Natan e Rebeca;no primeiro ano e publicando.
O que eu vou escrever não vai ser nada sobre a reportagem e o triste acontecimento que aconteceu(isto vocês podem conferir no link
http://www.diariodoscampos.com.br/index.cfm?ver_edicao=7221&noticia_id=118679&secao_id=25) e sim contarei como o acaso pode colaborar para direcionar as pessoas à situações interessantes e dar oportunidades para elas,basta aproveitá-las.
Bem,aconteceu na terça-feira dia 11/06, nesse dia tinha uma palestra sobre agronegócio e comunicação, assunto interessante,mas o que eles falavam estava começando a ficar repetitivo. Então, o grupo acima citado resolveu sair da palestra e ficou no pátio da universidade,tomando um sol.Eu acabei encontrando o pessoal e fiquei por lá,falando sobre música e olhando o famoso truco da galera. Foi aí que aconteceu...
Passa um carro de bombeiros em toda velocidade e ao mesmo tempo,percebemos que há muita fumaça no ar.Como diz Felipe: Onde há fumaça,há fogo! É estranha a reação do ser humano em situações como esta,saímos correndo para conferir o que aconteceu e lá estava a casa de madeira pegando fogo. Fernanda e eu estávamos com celulares e não sei por qual motivo tiramos fotos(que nos custou muitas tossidas com a fumaça do incêndio), eu só sei que em instantes assim a adrenalina fica lá no alto.Logo,chegaram os veículos de comunicação, TV Globo, TV Cultura e os três jornais da cidade estavam lá, mas a essa altura o incêndio estava sendo controlado.Para o bem de todos,a perda foi apenas material e quando fotógrafos e câmeras chegaram o fogo já tinha sido controlado. Aí olhei as minhas fotos e mostrei aos colegas, literalmente tínhamos fogo nas mãos,só precisávamos utilizar isto da melhor maneira possível.
Enquanto eu ia para casa catar um cartão de telefone(o pobreza) para ligar aos jornais da cidade, os colegas ficaram no local do ocorrido e naturalmente as pessoas que estavam lá já tinham criado 37 versões para o que aconteceu. Voltei ao local e a imprensa já tinha ido embora,afinal captara o que precisava para uma reportagem básica e só nesse instante é que a dona da casa apareceu.Bem, o estado da moça era terrível, só chorava.Eu entrei na casa para conferir o ocorrido. Realmente a cena de algo destruído daquela forma não é das melhores de se ver, o mais irônico é como pela TV as coisas não tocam as pessoas,afinal as reportagens são sempre tão impessoais e "imparciais". Ninguém tinha conseguido falar com a dona da casa até aquele instante e eu conversei,após isto resolvemos que iríamos ligar para os jornais da cidade para dizer que tínhamos foto que poderiam ser até capa do jornal.
Todos ficaram de retornar, mas já não tínhamos muitas expectativas. O telefone acabou tocando no meio da sala de aula e foi um alvoroço, saímos como um bando de loucos da sala e atendemos. O diário dos campos estava interessado nas fotos e nesse instante aproveitei para tentar passar a reportagem para eles. Não tínhamos nem sim nem não como resposta, apenas deveríamos ir até a redação e levar as tais fotos. Resolvemos escrever uma matéria e escrevemos, ficou bom, mas nada era certo ainda. Chegando no jornal, nós estávamos com o moral lá no alto e fotógrafo de lá nos recebeu. Infelizmente ele disse que a reportagem era com outro departamento e o responsável estava na rua. Só a foto seria publicada, eu já estava feliz por mim apenas, meu espírito de equipe me deixou chateado pelos colegas,mas conseguimos nos recuperar da situação.
Ficamos em uma praça falando sobre a vida quando surpreendentemente o telefone tocou novamente, era o cara do jornal querendo pegar um depoimento nosso como testemunhas. Foi então que eu disse a ele que já tinha reportagem pronta e ele deu uma titubeada,ia pensar,afinal nunca se publicara uma reportagem feita inteiramente por estudantes,apenas artigos. Ele voltou a ligar e disse que apenas tínhamos que digitar,havíamos conseguido. Na praça mais uma vez estávamos como loucos, pulando, gritando e se abraçando... foi uma das melhores sensações dos últimos tempos, meu nome ia sair como criador de uma matéria. Corremos, digitamos e comemoramos com vinho barato.
No outro estava no jornal e no site do Diário dos Campos a nossa reportagem foi a mais visitada do dia, afinal não é todo dia que se pega fogo em uma casa aqui na cidade, mas também não é todo dia que estudantes publicam uma reportagem pelo puro amor ao jornalismo. Yoshi!

8 comentários:

paxu disse...

Japa.
Adorei tua narração do dia em que tudo aconteceu. Realmente, toda a gritaria e abraços, de alguma forma, ainda não foi suficiente para exprimir por inteiro a emoção de ter quebrado aquele "tabu" de não-publicação-de-matéria-por-"outsiders" nos jornais.
O interessante foi que os caras não estavam "botando fé" no que agente tinha feito. Pediram pra ver os dados que tínhamos coletado, assim como as fotos, relutantes de aceitar de todo nossas garantias de informação séria. No fim, creio que eles nem imaginavam que teriam que fazer tão poucos retoques no texto.
Foi um pequeno primeiro passo, mas apenas o primeiro de uma grande caminhada. Nossa coroação pela publicação no "Foca" há de vir e mais uma vez, vai fortalecer os laços do tão eufórico grupo dos Ases.

Abraço, grande Yoshio!
Fernanda Camacho.

paxu disse...

(quem vê pensa q eu escrevo bonito... hehehehehe)

Yoshi disse...

Mas vc escreve bonito sim...
afinal faz parte da equipe!
Viva os info-ases!

Annelize Tozetto disse...

Espero, de coração, ter ajudado a implantar essa semente que se chama JORNALISMO em você(s). Será que consegui essa façanha? (:
Meu(s) orgulho(s)!

Cristhian disse...

mas hein japa
aquela foto que tu tiro ta macabra hein
tem um rosto saindo junto com a fumaça
se vc observar bem
que doidera hein
daki uns dias tem q botar aih no seu blog a matéria do tcheco hein japa
ta massa teu blog
valeu
abraço

Yoshi disse...

Para a Anne...
Acredito que você conseguiu plantar bem esta semente sim...não vamos te decepcionar :)

Para o Texe...
Vou manar a foto para o Padre Quevedo para análise...
Pode crer que o Tcheco aparece...
mas tem que ser campeão...né não?

gente obrigado pelos comentários...quebramos o recorde!

Fabiana disse...

Oi calouro-vizinho... vc está muito importante! Parabéns pelas iniciativas!!!

=)

Anônimo disse...

intiresno muito, obrigado

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