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31 de outubro de 2008

Que fantasia você veste?

Hoje é 31 de outubro, Dia das Bruxas. Entretanto, a pergunta que dá o título deste post não se refere apenas às cabeças de abóboras, roupas pretas ou caveirinhas. E, para os pervertidos de plantão, sinto dizer-lhes que não é sobre fantasias sexuais. Talvez ela (a pergunta) espere por uma resposta um pouco mais além: sobre uma fantasia quenão vestimos apenas no Halloween, mas sim todos os dias. Ficou mais claro?

Quem sabe se forem citados os termos 'Ser' e 'Ente'. O primeiro, como não poderia ser diferente, representa aquilo que somos, a nossa essência - e eu não tô falando de perfume. Já o Ente é o que julgamos conhecer das pessoas, na maioria dos casos; o que é mostrado, visto; o que é aparENTE, sabe? Ao menos era o que Martin Heidegger, filosofo alemão, acreditava. Ele falava das máscaras-entes que cobrem o verdadeiro Ser. É... diferentemente do que canta a baiana Pitty, Heidegger contava com a possibilidade de uma pessoa vestir mais de uma única máscara.

Algumas dessas máscaras são tão poderosas, que enganam direitinho aquilo que vemos. O que acreditamos 'ser o Ser', não basta apenas de um Ente bem corriqueiro, ou não. A própria sociedade obriga pessoas a vestirem alguma máscara, criando regras de fundamentos duvidosos. Não que todas sejam assim, claro. O fato é que a sociedade organiza, diariamente, inúmeros bailes de máscaras, onde participam convidados, não-convidados, Seres e Entes.
Há quem diga que fantasias protegem, melhoram, ajudam. Há também os que defendem a idéia da transparência do Ser como a melhor saída. E então, que fantasia você veste?

Fernanda Suguiama irá a uma festa de Halloween. Depois de muito escolher, hoje, sua fantasia é de bruxa.

30 de outubro de 2008

As 10 maiores loucuras dos astros do Rock (última parte)



E hoje, finalmente, a última parte das maiores loucuras dos astros do rock! Se você adorou saber de um doidão que escrevia carta com sangue, outro que estourava buscapés na bateria, e ainda do cara que se vestia até de mulher pra dar uma “calibrada” no bar, você precisa ver o top 4! E aí vão eles:


4 – The Beatles – 1966

O quarteto de Liverpool era bonzinho só de fachada (aquele cabelinho tigelinha disfarçava muito bem!). Eram meados de 66 quando o Fab-4 foi condecorado com a Ordem do Império Britânico, que era dada só pra cientistas, militares, etc. Até aí ta beleza. O problema foi o que eles fizeram antes. Os caras resolveram ir pro banheiro acender um baseado pra relaxar. Puxaram unzinho no banheiro real! O guitarrista George Harrison desmentiu a história, mas o batera Ringo Starr falou que não lembrava muito daquele dia porque tava doidão. John Lennon disse que eles tinham cinco: um pra cada membro da banda, e um especial pro príncipe Charles, caso eles se esbarrassem por aí...


3 – Wendy Williams (Plasmatics) – décadas de 70 e 80

Essa doida tem tanta história que fica até difícil decidir qual contar... Ela já foi presa inúmeras vezes por simular sexo no palco, já foi presa por subir no palco “vestindo” apenas creme de barbear, já foi banida de Londres porque a imprensa a chamou de anarquista (Jornalistas... Aposto que perderam um ótimo show xD), foi proibida de entrar ao vivo na TV com os seios à mostra... Mas a galera pirava mesmo quando ela se masturbava durante as músicas! Experiência ela tinha: atuou num filme pornô chamado “Candy Goes to Hollywood”. Se suicidou em 1998.



2 – G. G. Allin – décadas de 80 e 90

Outro desastre ambulante! Se a Wendy Williams era doida, esse cara é um pirado completo! Diz a lenda que o seu nome de batismo era Jesus Christ Allin (daí o apelido G. G.), mas ele era exatamente o contrário do que o nome pode sugerir. Pra começar, ele usava o microfone pra fins nem um pouco “cristãos”: durante os shows, Allin batia na própria cara com ele, e enfiava em um certo orifício (prefiro não comentar...). Cantar pelado então era bobagem! A coisa mais natural do mundo! Gostava de fazer cocô no palco e jogar na platéia, além de beber urina das fãs. Ah! Ele também masturbava os companheiros da banda e, num show, transou com um gato morto (ele gostava de fazer amor selvagem...). Allin nunca terminou uma turnê, porque sempre acabava preso, ou no hospital (ou os dois). Pelo menos ele morreu em grande estilo! Em 93, depois de cagar e botar fogo no palco, o cara saiu correndo peladão e todo melado pelas ruas de Nova York (podia ter sido Boston xD). Chegou até a casa de um amigo, onde morreu de overdose de heroína.


1 – Sid Vicious (Sex Pistols) – 1976

And the Oscar goes to... Sid Vicious! O baixista do Sex Pistols era um porra-louca de primeira! Num tocava absolutamente nada, mas era o que fazia a banda famosa, com suas loucuras estampando as capas dos jornais. Numa das épocas mais chapadas da vida dele, o empresário da banda chegou a racionar o consumo de drogas, pra não atrapalhar o desempenho no palco. O cara, sofrendo de abstinência, pegou uma navalha e “escreveu” no peito a frase “gimme a fix”, uma gíria que significava “dê-me droga!”. Mas a pior loucura dele foi numa festa em 76, quando ele queria ser mais louco que o seu ídolo Dee Dee Ramone (que usava álcool e drogas como quem toma limonada). Sid pegou a seringa que Dee Dee tinha usado, misturou heroína com água da privada (imagina só o que deve ter num banheiro de festa punk...) e mandou ver! Três anos depois ele foi acusado de ter matado a namorada Nancy Spungen, sendo preso em seguida. Sem provas contra ele, foi solto pra esperar o julgamento em liberdade. Pra comemorar, ele fez uma grande festa na casa de sua mãe. Morreu na mesma noite. Adivinha de quê? Isso mesmo! Overdose.


Espero que tenham gostado! Alguma dúvida, sugestão ou crítica, por favor, mande um comentário! Abraço a todos!

28 de outubro de 2008

Uma tarde com os olhares de Alanis Morissette (10/2004)

Salve visitantes do H&R. Hoje escrevo à vocês sobre uma tarde muito especial que passei quando estava prestes a completar um ano morando no Japão. Nessa tarde desafiei pela primeira vez minha típica rotina de Dekassegui (trabalhador brasileiro que vai ao Japão para trabalhar): Muito trabalho e pouco tempo para reflexão e diversão.

Naquela época minha capacidade intelectual se deteriorava com as 12 horas diárias trabalhando em uma fábrica de autopeças. Uma das minhas maiores diversões na época era adentrar os “sebos” para procurar CDs interessantes e baratos. Os álbuns da Alanis Morissette (no final do post tem um vídeo para quem não conhece a cantora) eram os que eu mais buscava. Comprei quase toda a coleção dela (destaque para o Jagged Little Pill de 1995 e para o Under Rug Swept de 2002) por uma bagatela.

Quando descobri que aconteceria um show dela em Nagoya (metrópole mais próxima de onde eu morava) fiquei louco. O problema é que na época as fronteiras daquele país eram muito maiores do que são hoje para mim. Eu não sabia falar quase nada de japonês e não fazia idéia de como faria para desafiar a rigidez do sistema oriental e faltar o serviço para poder ir ao concerto.

As dificuldades começariam já na compra do ingresso. Comprar até que foi fácil, apenas uma questão de ousar falar um idioma diferente. O problema é que no dia da compra ocorreu um terremoto de 6 graus na escala Ritcher. Ninguém morreu (pelo menos na minha cidade), mas ocorreu um engarrafamento monstro que dificultou a minha volta pra casa naquele dia. Demorei três horas para voltar para casa, num trajeto que demoraria 20 minutos (quando cheguei em casa aconteceu outro terremoto, mas isso já é outra história...).

Comprado o ingresso, restava apenas resolver todas as outras questões “burocráticas”. Combinei com os chefes que sairia mais cedo do trabalho no dia 1°/10 por motivos “pessoais”. Foi mais fácil do que eu pensava. Ninguém (que tenha coração) despede um funcionário que avisa que vai faltar antecipadamente ao trabalho.

Chegou o dia 1° de Outubro, trabalhei até o horário combinado e saí da fábrica. Lembro que eu corria na rua, mais por causa da felicidade do que da pressa. Cheguei até a minha casa em mais ou menos 5 minutos. Tomei um banho (ouvindo Alanis, claro) e fui até Nagoya. Peguei 2 trens e um metrô, tomei uma cerveja e cheguei até o local.

O show conseguiu superar todas minhas expectativas. A apresentação foi perfeita. Aquele papo de Frankfurtiano de “Aura” faz todo sentido para quem viu Alanis Morissette ao vivo. O lugar era perfeito, o público se sentia perto dela (eu estava a 15 metros dela), a acústica era ótima e a cantora espetacular.

Mas minha melhor lembrança daquele dia ainda estava por vir. Alanis cantou duas músicas olhando fixamente no meu olho (ninguém acredita nisso, mas aconteceu). Quando percebi que os nossos olhares se cruzaram, eu não acreditava no que estava acontecendo. Restou-me continuar olhando para ela e aproveitando o momento. Naqueles 10 minutos, aquele teatro de acústica perfeita parecia só ter duas pessoas. Desnecessário dizer que nos dias posteriores ao show eu estava muito aéreo e que só escutava as músicas dela.

Caros leitores, as melhores histórias de nossa vida acontecem em momentos como esse, quando desafiamos o habitual para fazer uma loucura, mesmo que isso possa custar nossa tão sonhada estabilidade. Aquela tarde diferente e suas memórias foram meus prêmios por ter desafiado a monotonia de uma vida cotidiana em uma sexta-feira à tarde fugindo do serviço para observar e ser observado por um anjo chamado Alanis Morissette. YOSHI!


27 de outubro de 2008

Reeleição Tucana

O tema de hoje seria outro, mas não tem como fugir da bendita, ou maldita, política, já que nesse domingo (ontem, 26/10/08) houve o segundo turno em 30 cidades brasileiras. No Paraná, a população de Londrina e Ponta Grossa voltaram às urnas.

Em PG a disputa entre os candidatos Pedro Wosgrau (PSDB) e Sandro Alex (PPS) foi acirrada, pelo menos até o dia do debate, que fez com os indecisos se decidissem, os decididos confirmassem suas opiniões.

Pedro Wosgrau, aos 60 anos, foi reeleito com 89.538 dos votos válidos, o que representa 52,26%. Ele é o primeiro prefeito na história da cidade a ser reeleito, e que, mesmo saindo atrás nas pesquisas eleitorais, venceu nos dois turnos e, claro, rendeu manchetes, notícias nos jornais locais da cidade.

Mas o foco aqui não é o Wosgrau, e sim o movimento que as eleições causaram na cidade. A Avenida Vicente Machado, após a apuração das urnas (pois antes, pelo boca de urna, “apoiadores” já comemoravam), ferveu. Era carro que não parava mais! Cinegrafistas, fotógrafos posicionavam-se nas esquinas da avenida esperando pelo momento em que o prefeito apareceria, e acompanhados das pessoas gritando, cantando, clamando 45, em cima dos carros, o que qualifico como um pouco perigoso e desnecessário...

Ontem, percebi o quanto à política mexe com o coração do povo. Digo o coração porque não há nenhuma razão em gastar gasolina, poluir o meio ambiente e congestionar as ruas para comemorar uma reeleição (sim, pode ser um exagero opinativo, mas vale ressaltar). Agora o negócio é cobrar!

Em nota, publicada no site do Jornal da Manhã, diz que o “conservadorismo mais antigo” venceu na cidade que, por tradição, simpatiza com o conservador. Porém, a questão não é temporal, nem modal. Repito, o que deve haver é cobrança por parte do eleitorado.

Wosgrau em seu projeto de plano de governo disse que quer continuar a investir no município. “O projeto mais ambicioso é levar internet grátis a todos os estudantes e professores do Município, com o objetivo de aumentar o acesso às informações e melhorar a qualidade de ensino. Outro objetivo definido é realizar a ligação entre bairros. Como a topografia da cidade é acidentada, várias localidades são separadas por obstáculos. O trabalho da Prefeitura será atuar para suplantar tais barreiras e melhorar o sistema viário. O terceiro ponto diz respeito à construção de casas populares. Neste mandato serão viabilizadas até o final do ano cerca de quatro mil casas e lotes à população” (nota do site do jornal Diário dos Campos). Ora, é muito projeto bom, agora são “mãos a obra” de ambos os lados, prefeitura e sociedade.

Um outro ponto que vale destacar é que a carreata revelou que a elite ponta-grossense (re)elegeu Wosgrau. Enquanto isso Sandro (que teve sua opção sexual discutida durante a última semana de eleições) diz que vai fiscalizar o governo. E os eufóricos eleitores gritam: “O povo não se confunde. Wosgrau na prefeitura, Sandro Alex na Mundi”. É por essas e por outras que fico por aqui, sem mais.

26 de outubro de 2008

UMA DICA: LEIA UM BOM LIVRO! (Guilherme Freitas)

Sou um apaixonado pelos livros. Quando ainda era um garoto e aprontava, meu pai me mandava para o quarto e me mandava ler o primeiro livro que ele tirava da estante. Era uma forma de me castigar, afinal naquela época eu detestava ler. Lia apenas os livros que a escola obrigava e muitas vezes pulava páginas e capítulos. Graças ao “castigo” do meu pai, comecei a pegar o hábito de ler e a gostar de ficar virando páginas e páginas.

Tenho este bom hábito até hoje. Leio de tudo, revistas, jornais, livros, artigos na internet, blogs, etc. Li diversos livros, de histórias mitológicas a biografias, passando pelos thrillers de ação e aventura. No ensino médio sempre tínhamos pelo menos duas vezes por mês provas de Literatura. Nesses três anos li mais ou menos uns 20 livros de autores consagrados como Machado de Assis, José Alencar e Jorge Amado. Confesso que não sou fã de todos eles, mas cada um tem seu charme e sua qualidade. A leitura me pegou e desde que estudei e me formei em jornalismo é raro passar um ano sem ler no mínimo 10 livros.

Aprecio dois estilos de livro: o de ação/drama e as biografias. Os livros de ação/drama sem sua grande maioria são uma ficção, que muitas vezes misturam fatos ou assuntos reais. Para um livro ter emoção é preciso haver certo drama com os personagens chave da história, além de um pouco de mistério. A ação e a aventura são indispensáveis para que o leitor fique preso a história e leia até a última palavra. Gosto muito das histórias do Dan Brown (autor do “Código da Vinci” e “Anjos e Demônios”). Ele é um autor que consegue prender o leitor em suas histórias, com seus enigmáticos mistérios.

Já as biografias são sempre muito interessantes, pois você descobre muitas vezes fatos dos personagens que nunca vieram à tona na imprensa. As vezes você se emociona. Ou se decepciona. Ou se surpreende. As que mais gostei de ler foram a do Ayrton Senna e João Havelange (escritas pelo jornalista Ernesto Rodrigues), a de Garrincha (autoria de Ruy Castro), de Assis Chateaubriand (de Fernando Moraes) e a autobiografia de Nelson Mandela, escrita pelo próprio ex-presidente sul-africano.

Agora com a minha tese de TCC concluída (uma monografia sobre jornalismo esportivo) no final do ano passado, tento me aventurar como autor. Algumas editoras mostraram interesse no meu trabalho e estou negociando ainda. Ler é muito bom e faz bem a saúde e a mente. Por isso se alguém pedir uma dica: leia um bom livro!

Guilherme Freitas é jornalista formado na Unifiamfaam/SP, repórter do site especializado em natação Best Swinning, colaborador do diário Lance! e escreve no Blog da comunicação: http://www.blogdacomunicacao.com.br/

25 de outubro de 2008

Rankings dos partidos politicos brasileiros


Aproveitando a véspera do segundo turno, aí vai uma lista dos partidos políticos brasileiros por número de filiados, data de registro e número eleitoral, e uma pequena lista dos partidos que estão em processo de legalizaçao e em breve estarão na politica nacional.


POR NÚMERO DE FILIADOS

PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro - 2.073.176

PP - Partido Progressista - 1.264.982

PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira - 1.189.876

PT - Partido dos Trabalhadores - 1.152.595

PTB - Partido Trabalhista Brasileiro - 1.029.325

PDT - Partido Democrático Trabalhista - 1.019.115

DEM - Democratas - 1.001.204

PR - Partido da República - 719.787

PSB - Partido Socialista Brasileira - 412.064

PPS - Partido Popular Socialista - 408.376

PSC - Partido Social Cristão - 264.019

PV - Partido Verde - 249.093

PCdoB - Partido Comunista do Brasil - 237.840

PMN - Partido da Mobilização Nacional - 184.474

PRP - Partido Republicano Progressista - 177.681

PRB - Partido Republicano Brasileiro - 176.594

PSL - Partido Social Liberal - 158.333

PTC - Partido Trabalhista Cristão - 137.741

PTdoB - Partido Trabalhista do Brasil - 124.734

PSDC - Partido Social Democrata Cristão - 130.046

PHS - Partido Humanista da Solidariedade - 106.033

PTN - Partido Trabalhista Nacional - 92.225

PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro - 87.354

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade - 29.816

PCB - Partido Comunista Brasileiro - 15.929

PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - 13.191

PCO - Partido da Causa Operária - 3.084


POR DATA DE REGISTRO

PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro - 30 de junho de 1981

PTB - Partido Trabalhista Brasileiro - 3 de novembro de 1981

PDT - Partido Democrático Trabalhista - 10 de novembro de 1981

PT - Partido dos Trabalhadores - 11 de fevereiro de 1982

DEM - Democratas - 11 de setembro de 1986

PCdoB - Partido Comunista do Brasil - 23 de junho de 1988

PSB - Partido Socialista Brasileira - 1 de julho de 1988

PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira - 24 de agosto de 1989

PTC - Partido Trabalhista Cristão - 22 de fevereiro de 1990

PSC - Partido Social Cristão - 29 de março de 1990

PMN - Partido da Mobilização Nacional - 25 de outubro de 1990

PRP - Partido Republicano Progressista - 29 de outubro de 1991

PPS - Partido Popular Socialista - 19 de março de 1992

PV - Partido Verde - 30 de setembro de 1993

PTdoB - Partido Trabalhista do Brasil - 11 de outubro de 1994

PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro - 29 de março de 1995

PP - Partido Progressista - 16 de novembro de 1995

PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - 19 de dezembro de 1995

PCB - Partido Comunista Brasileiro - 9 de maio de 1996

PHS - Partido Humanista da Solidariedade - 20 de março de 1997

PSDC - Partido Social Democrata Cristão - 5 de agosto de 1997

PCO - Partido da Causa Operária - 30 de setembro de 1997

PTN - Partido Trabalhista Nacional - 2 de outubro de 1997

PSL - Partido Social Liberal - 2 de junho de 1998

PRB - Partido Republicano Brasileiro - 25 de agosto de 2005

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade - 15 de setembro de 2005

PR - Partido da República - 19 de dezembro de 2006


POR NÚMERO ELEITORAL (presidentes em frente ao nome do partido)

10 – PRB Partido Republicano Brasileiro - Vitor Paulo Araújo dos Santos

11 – PP Partido Progressista - Francisco Dornelles

12 – PDT Partido Democrático Trabalhista - Vieira da Cunha

13 – PT Partido dos Trabalhadores - Ricardo Berzoini

14 – PTB Partido Trabalhista Brasileiro - Roberto Jefferson

15 – PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro - Michel Temer

16 – PSTU Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - José Maria de Almeida

17 – PSL Partido Social Libera - l Luciano Bivar

19 – PTN Partido Trabalhista Nacional - José Masci de Abreu

20 – PSC Partido Social Cristão - Victor Nósseis

21 – PCB Partido Comunista Brasileiro - Zuleide Faria de Melo

22 – PR Partido da República - Sérgio Tamer

23 – PPS Partido Popular Socialista - Roberto Freire

25 – DEM Democratas - Rodrigo Maia

27 – PSDC Partido Social Democrata Cristão - José Maria Eymael

28 – PRTB Partido Renovador Trabalhista Brasileiro - Levy Fidélix

29 – PCO Partido da Causa Operária - Rui Costa Pimenta

31 – PHS Partido Humanista da Solidariedade - Paulo Roberto Matos

33 – PMN Partido da Mobilização Nacional - Oscar Noronha Filho

36 – PTC Partido Trabalhista Cristão - Daniel Tourinho

40 – PSB Partido Socialista Brasileira - Eduardo Campos

43 – PV Partido Verde - José Luís de França Pena

44 – PRP Partido Republicano Progressista - Ovasco Resende

45 – PSDB Partido da Social Democracia Brasileira - Sérgio Guerra

50 – PSOL Partido Socialismo e Liberdade - Heloísa Helena

65 – PCdoB Partido Comunista do Brasil - Renato Rabelo

70 – PTdoB Partido Trabalhista do Brasil - Luís Henrique Resende

PARTIDOS EM PROCESSO DE LEGALIZAÇÃO

PF - Partido Federalista

PE - Partido dos Esportes

PH - Partido Humanista

PNC - Partido Nacional do Consumidor

PND - Partido Nacionalista Democrático

PPC - Partido Progressista Cristão

PRVP - Partido da Representação da Vontade Popular

PNB - Partido Nacionalista Brasileiro

LIBER - Libertários

PC - Partido Cristão

24 de outubro de 2008

Entrevista: Alpio Stanchi, o mestre no desenho vetorial

Vetor, já ouviu falar sobre? É apaixonante, mas não me refiro àquelas flechas das aulas de Física. Se procurarmos no Wikipédia, encontraremos imagem vetorial como “um tipo de imagem gerada a partir de descrições geométricas de formas, diferente das imagens chamadas mapa de bits, que são geradas a partir de pontos minúsculos diferenciados por suas cores”. Mas o vetor é muito mais do que isso...
Por trás do porte elegante e do carisma incontestável, Alpio Stanchi traz consigo anos de experiência como designer, muitos desenhos e uma legião de admiradores. A propósito, a imagem ao lado é um auto-retrato do talentoso. Você faz idéia de como ela foi criada?
A seguir, a entrevista (feita à distância, já que Alpio vive em São Paulo – SP) e um pedido que eu faço a vocês, caros leitores: não deixem de ver, no final desse post, o vídeo que mostra a produção de um desenho vetorial!

Há quantos anos você trabalha com design gráfico?
Alpio Stanchi: Trabalho como Designer Gráfico desde 91, naquela época não existiam softwares gráficos, era tudo na mão, mas foi muito bom, pois aprendi muito sobre esse mundo gráfico e, com isso, foi possível eu acompanhar o crescimento da tecnologia.

E existe alguma vantagem em um desenho ser feito como um vetor? Quais os softwares hoje utilizados?
A.S.: As vantagens de se ter um arquivo em vetor é que ele não perde a qualidade em qualquer tamanho que seja na hora da impressão: pode ser do tamanho de uma moeda ou de um prédio que a imagem fica perfeita. Os softwares que geram arquivos em vetores são o Corel Draw, Illustrator e o menos popular Freehand, mas é possível vetorizar até no Flash.

Além do seu nome, claro, que outros nomes podemos citar em destaque nessa arte?
A.S.: O inglês Jason Brooks é um ilustrador que deu origem a um estilo de arte que hoje é muito conhecida, meio pop fashion, seus desenhos de garotas estilizadas são bem bacanas, gosto muito do seu trabalho.

Com quem você se relaciona profissionalmente? Publicitários? Pintores? Ilustradores? Jornalistas? Etc...
A.S.: Conheço mais o mercado de trabalho como Designer Gráfico do que como Ilustrador, pois trabalho em uma empresa e é de lá que ainda tiro minha maior fonte de renda, mas sempre surgem trabalhos extras como ilustração e eu acho muito bacana fazer isso, eu costumo trabalhar com designers gráficos também. Lá na empresa eu terceirizo trabalhos com bureaus e tenho muito contato com esses profissionais.

Gostaria que você fizesse uma relação das pessoas no mundo do desenho; com alguns nomes de pessoas famosas, e comentando sobre aquelas que nem sempre estão sob os holofotes...
A.S.: Desde que eu comecei a colocar meus desenhos na net, eu conheci tantas pessoas incríveis, com tanto talento, que seria até uma deslealdade esquecer de alguém, mas se eu tiver mesmo que comentar de alguém, eu prefiro falar do ilustrador Jorge Packer, que hoje é meu amigo também, ele acompanhou muito meu progresso e desenvolvimento do meu estilo, já fizemos muitos trabalhos em parceria, é um cara muito fácil de convivência profissional, tem humildade e competência ao mesmo tempo.
Mas também não só de artes vetoriais que meus olhos estão ligados, adoro outros tipos de ilustrações, adoro o trabalho do francês Arthur de Pins, do brasileiro Baptistão e do absurdo talento do norte-americano Alex Ross e eu também adoro ver um tipo de ilustração que leva o nome de "Ilustração Científica", aquelas artes que encontramos em livros médicos, mostrando o corpo humano por dentro, ou biologia em geral, são verdadeiros artistas que fazem isso.

Muito obrigada, Alpio! Agora, pra finalizar... Alguma frase que possa resumir seu trabalho?
A.S.: Basta eu poder desenhar para me sentir vivo e feliz, isso basta!

Leia também:

A Vida Num Copo D'água (Zé Renan)

Círculo Vicioso (Fer Suguiama)

Namorar palavras é um dom (Isa Camargo)

23 de outubro de 2008

As 10 maiores loucuras dos astros do Rock (parte 2)


Se na semana passada você ficou surpreso com um cara que gravou a mesma música por 6 meses, outro que atrasou um show por 2 horas pra jantar com um fã, ou até mesmo com o Rei viajando na maionese (ou na pasta de amendoim) por 3.000 km só por um sanduba, você vai adorar o 7°, 6° e 5° lugares! Saca só:


7 – Keith Moon (The Who) – década de 70 (números imprecisos)

O The Who é uma das bandas mais loucas da história (e tocam muuuito bem!). Não é qualquer banda que grava a frase “I hope I die before I get old” impunemente! Uma das marcas deles era detonar os instrumentos no palco. E foi exatamente isso que o batera Keith Moon fez. Ao final do show, ele colocou uma bomba que ele mesmo tinha feito dentro da bateria e acendeu o pavio. O instrumento voou pelos ares com a explosão. Infelizmente, a audição do guitarrista Pete Townshend foi danificada permanentemente. Keith Moon também adorava explodir patentes de banheiros públicos. Levou bomba em 78, de overdose (trocadilho maldoso xD).


6 – Ozzy Osbourne – 1982

Muita gente ainda custa a acreditar como esse cara ainda ta vivo. O pai do Metal e estrelinha de MTV já passou por poucas e boas nessa vida. Uma delas aconteceu quando a sua mulher Sharon deixou ele trancado em casa totalmente sem roupa, pra que ele não pudesse sair e encher a cara. O doidão-mor não pensou duas vezes: botou um vestido da mulher e foi pro bar! (Tem que ser muuuito macho pra entrar num bar vestido de mulher, hein?).


5 – Nick Cave (Birthday Party, BadSeeds) – década de 80 (números imprecisos)

Talvez por ser australiano, esse cara acabou não ficando muito famoso, mas a vida dele com certeza merece um espacinho por aqui. Nick Cave era conhecido por escrever letras profundas, mas ficou mais famoso por pelo acontecimento ocorrido em meados de 80. Muito magro e viciado em heroína, ele foi visto no metrô de Londres escrevendo uma carta com o próprio sangue (ainda bem que não foi pra mim...)! Ele usava uma seringa como caneta. Enfiava a agulha no braço e escrevia...


É por isso que eu digo: não usem drogas! Fique em sã consciência, pra poder dar risada daqueles que usam! E, semana que vem, a última parte, com o 4°, 3°, 2° e 1° lugares. Não percam!

22 de outubro de 2008

Diferenças deste e de outros tempos


Quando comecei a escrever para o H&R, tinha dois objetivos: contar algumas peripécias dessa minha vida – acontecidos nos mais diferentes locais – e falar sobre bons livros (na minha humilde e modesta concepção, claro).

Mas hoje.... bem, se não se importam, vou fugir à regra. Eu preciso falar dos filmes que assisti neste final de semana (mesmo tendo um Trabalho de Conclusão de Curso para terminar). Para ser mais específica e sincera possível, vou falar de dois em especial: “Orgulho e Preconceito” e “A Lista de Schindler".

O primeiro foi inspirado no livro de Jane Austen (de mesmo nome) e lançado em 2007. Na direção contou com Joe Wrigth e os papéis principais foram dados a atriz Keira Knigthley (Elizabeth Bennet)e o atorMatthew Macfadyen (Sr. Darcy).

Vale à pena porque trata das diferenças porque trata das diferenças socais e de comportamento existentes no século XVIII, que podem ser facilmente transportadas para os dias atuais. Afinal, vai querer me convencer que você não conhece ninguém que foi (ou é) vítima do pré-conceito na vivência de um relacionamento? E mesmo que não conheça – ou não tenha vivido essa experiência – vai dizer que nunca viu e ouviu na TV, “cara-pálida”?

Sim... ser descriminado é horrível. Mas pior que é isso é a incrível capacidade de alguns seres acharem isso absolutamente normal. “Pára o mundo que eu quero descer, óquei?”. O amor (digam-me os pombinhos) não escolhe hora, nem classe, nem cor, credo para chegar. Ele simplesmente chega.

Lógico que você pode negar, dizer que “nada a ver”, mas no fundo, já está lá... todo entregue, derretido, querendo somar e dividir com alguém que antes não significava tanto. Você não se importa com o que os outros pensam ou deixam de pensar. E justamente por acreditar nessa força, é que vai conseguir quebrar as possíveis barreiras existentes. Não é verdade?

Já o segundo filme, “A Lista de Schindler” é uma produção de Steven Spielberg. Teve sua estréia no início da década de 90 (mais precisamente 1993). Ganhou sete Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado). Teve outras cinco indicações: (Melhor Ator (Liam Neeson), Melhor Ator Coadjuvante (Ralph Fiennes), Melhor Figurino, Melhor Som e Melhor Maquiagem).

Além disso, ganhou três Globos de Ouro: (Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro). Teve indicações ainda de: Melhor Ator em Drama (Liam Neeson), Melhor Ator Coadjuvante (Ralph Fiennes) e Melhor Trilha Sonora. Para finalizar ganhou o Grammy de Melhor Composição Escrita para um Filme.

Só pelas premiações você tem idéia de que o filme é absolutamente sem palavras. Você, enquanto espectador, fica pasmado com a tamanha bondade de Oskar Schindler (vivido por Liam Neeson). Sim, sabemos que ele lucrou muito com a Guerra e com o trabalho dos judeus em suas fábricas – especialmente dos conselho contabilista judeu polonês, Itzhak Stern. Porém, Schindler viu seres humanos, viu as almas de todos aqueles judeus tão dilacerados por uma das maiores vergonhas da humanidade: o nazismo. Aliás... só conseguiu salvar 1.100 judeus (por isso “A Lista de Schindler”)por causa da grande influência entre os generais do Gestapo (exército alemão).

Quando você assiste, malmente pára para respirar. Não vê o tempo passar (e olha que são três horas e meia de filme em?). Acho que o que mais encanta é acompanhar a amizade que “O diretor” cria com seu contador, Stern. Em um tempo onde tudo era proibido, trocar confidência e armar malandragens torna-se um deleite para os mais sensíveis.

Liam Neeson, que encara o papel principal, domina o que faz. Ele consegue exercer fascínio sobre todos os expectadores. Ele consegue transmitir o poder que aquele homem tinha e o encanto também.

Recuperar essa triste página de nossa história, através desse fantástico filme, me fez ficar introspectiva. Por que hoje somos tão egoístas, mesquinhos? Por que não conseguimos dividir nossas coisas? Por que não percebemos que não fazemos nada disse? Digam-me onde foi parar nossa sensibilidade para com os outros?
Lembrem-se: “Aquele que salva uma vida, salva o mundo”


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21 de outubro de 2008

"O QUE ACONTECERIA SE...?" - Eleições 2008

A editora de histórias em quadrinhos norte-americana Marvel Comics publicou mais de 150 números nos tempos da Era de Prata dos quadrinhos e voltou à tona com especiais recentemente de um título famoso por não ter personagens principais fixos: What if...?, no Brasil conhecido como O que aconteceria se...?, onde o único personagem que aparecia em todas as edições era um gigante de toga e cabeça de melancia que nunca fazia nada, conhecido como O Vigia (em inglês, The Watcher). Essa série sempre trazia histórias alternativas sobre o que aconteceria se as histórias houvessem tomado um rumo diferente, desde O que aconteceria se o Fera realmente se tornasse uma fera?, O que aconteceria se o Quarteto Fantástico não tivesse adquirido superpoderes? ou O que aconteceria se Magneto formasse os X-Men com o Professor Xavier? até algumas esculhambadas da série O que aconteceria se o Universo Marvel enlouquecesse? que incluía coisas bizarras como O que aconteceria se as rajadas de energia do Ciclope saíssem de suas orelhas? ou mesmo O que aconteceria se a Tia May se tornasse o Homem-Formiga?(?!). A moda pegou e a concorrente DC Comics lançou a linha Elseworlds (no Brasil, Túnel do tempo) e até a revista brasileira Superinteressante lançou a seção Superfantástico - A Imagninação a serviço da ciência, atualmente renomeada E se...? analisando “versões alternativas” de histórias reais, que já aconteceram ou ainda poderiam acontecer. E é isso que pretendo fazer aqui, abordando as eleições.


O QUE ACONTECERIA SE... O SEGUNTO TURNO DE PONTA-GROSSA FOSSE ENTRE JOCELITO CANTO (PTB) E PEDRO WOSGRAU FILHO (PSDB)?
O cenário poderia ser bem diferente. Primeiro precisamos analisar o embate político no primeiro turno. Como muito devem ter notado, os três candidatos que tomaram a dianteira fecharam um “círculo de ataque”: Jocelito Canto (PTB-14) atacava o candidato Pedro Wosgrau Filho (PSDB-45), quase sempre através de acusações de que ele gasta muito dinheiro público e de que quase todas as obras que ele cita como sendo suas foram iniciadas no dois últimos mandatos (sendo que um desses mandatos era dele próprio); já o candidato Wosgrau atacava Sandro Alex (PPS-23) sob o argumento de que o candidato fazia chacota da cidade em seu programa de rádio na Múndi FM; e Sandro Alex alegava que Ponta Grosa necessita de todos os quatro deputados da cidade na câmara, e que se Jocelito fosse eleito a vaga iria para Umuarama. Como visto, Joce não quis apoiar Sandro devido às acusações feitas por ele previamente e nem Pedro por causa de suas próprias acusações. Mas se os 598 votos que Sandro Alex teve a mais fossem para Jocelito e o segundo turno fosse uma disputa entre os candidatos do PTB e do PSDB, o cenário seria diferente: ao contrário de Jocelito, Sandro provavelmente tomaria posição a favor de Wosgrau, já que ele nunca atacou o atual prefeito, e Pedro nunca o atacou diretamente, sempre se referindo a “certas pessoas que satirizam e fazem chacota da cidade em programas de rádio”, sendo que ele poderia “se desculpar” dizendo que o comentário havia sido para Jocelito, já que este também é radialista. Já o resultado do segundo turno seria tão imprevisível quanto o atual, já que os debates e horários políticos se assemelhariam ao de São Paulo, por serem dois candidatos que já passaram pelo veículo público, e assim como na maior cidade do país, as discussões seriam na base da comparação, apontando o que havia de melhor em sua administração e o que havia de pior na do adversário.

O QUE ACONTECERIA SE... O SEGUNDO TURNO DE PONTA-GROSSA FOSSE ENTRE JOCELITO CANTO (PTB) E SANDRO ALEX (PPS)?
A situação poderia tomar três caminhos totalmente diferente. O que com certeza aconteceria é que Jocelito Canto, como o bom Maluf princesino que é, imediatamente se retrataria com o candidato Pedro Wosgrau. A bifurcação da situação surge na decisão do prefeito: se ele “desculpasse” o antigo adversário, as chances de Sandro ficariam bem menores, mas com algum esforço poderia se igualar ao candidato do PTB e o resultado seria imprevisível como no segundo turno real. Agora se ele não aceitasse a retratação do tio Joce e apoiasse o Sandrinho, com certeza a candidatura desse último alçaria vôos mais altos e deixaria o Joce no chinelo. Agora se o Wosgrau Filho permanecesse neutro, Joce poderia ter vantagem contra Sandro Alex por contar com mais popularidade e, mesmo ambos sendo da mesma profissão, Jocelito parece contar com mais prestígio e se admitisse que o candidato não era tão insignificante quanto apontavam as pesquisas e não o subestimasse novamente, com certeza conseguiria abrir uma pequena vantagem sobre o jovem radialista.

O QUE ACONTECERIA SE... PEDRO WOSGRAU FILHO (PSDB)GANHASSE NO PRIMEIRO TURNO?
Se ao invés de 39,44%, o atual prefeito tivesse mais de 50%, o cenário político não mudaria muito. Se Jocelito Canto continuasse em terceiro, ele manteria a idéia de “se aposentar” da vida política; mas se fiasse com o segundo lugar, provavelmente relançaria sua candidatura de deputado estadual (apesar de que as chances disso ocorrer mesmo não estão totalmente eliminadas, afinal ele é o Maluf ponta-grossense: espere tudo dele, baby). Se o candidato Sandro estivesse em terceiro, isso poderia abalar suas estruturas políticas e nas eleições municipais de 2012 o candidato seria seu irmão Marcelo Rangel, por contar com uma situação política mais estabelecida; porém, se permanecesse em segundo como agora, ele certamente relançaria sua candidatura nas próximas eleições municipais ou talvez como deputado no lugar de seu irmão Marcelo e deixaria que este se candidatasse a prefeito.

O QUE ACONTECERIA SE... PÉRICLES DE MELLO (PT) HOUVESSE ENTRADO NA DISPUTA NO LUGAR DE GERVESON TRAMONTIN(PT)?
Isso abre um novo leque de possibilidades eleitorais. Se o deputado estadual Péricles (PT) poderia se igualar ao novato Sandro Alex e retirar muitos votos deste, deixando um segundo turno entre Jocelito e Wosgrau mais fácil de ocorrer. Mas também poderia ser que pela mesma situação (deputado estadual, ex-prefeito e constantemente acusado por fatos nas gestões anteriores), o petista se igualaria com Jocelito, deixando o segundo turno como está hoje ou, quem sabe, numa vitória de Wosgrau no primeiro turno. Ainda haveria a possibilidade de ambas situações anteriores ocorressem, e os candidatos do PT, PTB e PPS se igualariam, deixando que Wosgrau brilhasse mais facilmente e ganhasse o primeiro turno ou, muito dificilmente mas não impossivelmente, um segundo turno entre o candidato do PSDB e qualquer um dos três candidatos (impossível de prever qual deles). E outro fato seria o de que Gerveson Tramontin Silveira (sei lá se escrevi o nome dele certo) se recandidataria a vereador pelo PT e possivelmente seria eleito ao lado da professora Ana Maria de Holleben.

O QUE ACONTECERIA SE... O SEGUNDO TURNO FOSSE ENTRE LAURO PADILHA (PV) E JOÃO LUIZ STEFANIAK (PSOL)? (!?)
Muito, muito improvável. Muito. Muito mesmo. Mas como tudo é possível (já diz a Eliana), vamos supor que as pesquisas estivessem totalmente erradas (ou de ponta-cabeça) ou que um atentado terroristas matasse os outros quatro candidatos; o cenário político seria entre os candidatos Lauro Padilha (PV) e João Luiz Stefaniak (PSOL). Dentre os seis partidos da disputa à prefeitura, estes dois são os mais novos, principalmente o PSOL, como segundo partido mais novo do país. Os candidatos são inversamente proporcionais: Stefaniak aparenta ser um revolucionário-rebelde-socialista que depois de algum tempo adotou medidas conservadoras e se tornou um “respeitável membro da sociedade”, um senhor comum mas que não desistiu da política; já Padilha aparenta justamente o contrário: um senhor comum, “respeitável membro da sociedade” que abraçou uma postura de revolucionário-rebelde-socialista, mas ao invés de aderir ao manto vermelho se dobrou ao verde. Seria uma disputa difícil, mas devido ao aspecto conservador do eleitor ponta-grossense (se analisarmos os dois candidatos atuais, um conservador à moda antiga e o outro, apesar de “novo”, é de certa forma conservador), haveria grandes possibilidades do escolhido ser um pai de família que se tornou revolucionário-rebelde-socialista ao invés de um revolucionário-rebelde-socialista que se tornou pai de família. O escolhido da vez, então, seria Padilha. E finalmente Ponta Grossa teria a sua própria Guarda Montada! Iúúúpiiiiiii!

O QUE ACONTECERIA SE... MAIS GENTE TIVESSE AJUDADO O DAVI (PMDB)?
Se Davi Scheiffer, o fenômeno destas eleições, houvesse angariado mais votos e se elegesse junto, ou mesmo no lugar, de Aline de Almeida César e Dr. Pascoal Adura (os três do PMDB, o mais antigo partido brasileiro), a população princesina estaria mais abismada do que já está. Como já foi muito discutido anteriormente pelo Jornal da Manhã, prefiro não me alongar no assunto. Mas ficaria provado que a humildade venceria as campanhas megalomaniacamente promovidas, que invadem sua privacidade, te obrigam a ouvir jingles e paródias mal-feitos o tempo todo e entopem as ruas da cidade de “santinhos” e panfletos. É, meu filho. Deus que nós ajude.

RAPIDINHAS DO “O QUE ACONTECERIA SE...?”

O QUE ACONTECERIA SE... O GOVERNADOR JOSÉ SERRA (PSDB) APOIASSE O CANDIDATO GERALDO ALCKMIN (PSDB) INVÉS DO CANDIDATO GILBERTO KASSAB (DEM) NAS ELEIÇÕES PAULISTAS?
Não mudaria em nada. Acha que o Freddy Krueger paulistano influencia em alguma coisa? Aliás, influencia sim. Se o carecão tivesse apoiado o cascata-de-suor do Alckmin (reparam nas dele na região das axilas nas próximas aparições públicas do sujeito), poderia até ser que o “Cassaco” tivesse vencido a mamãe do Supla no primeiro turno.


O QUE ACONTECERIA SE... FERNANDO GABEIRA (PV) ENFRENTASSE MARCELO CRIVELA (PRB) E NÃO EDUARDO PAES (PMDB) NO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES CARIOCAS?
Haveriam duas possibilidades para a solução do tráfico de drogas e da onda de violência no rio: se o Crivela fosse eleito, a Rocinha viraria a Igreja Saxofônica da Rocinha Deus é pai, mano e a venda de drogas seria feita na paz e convertida para a renda da igreja (e conseqüentemente do seu grão-mestre, o Cri-cri); já se o nosso ovacionado Gabeira fosse eleito, a solução seria ainda mais simples: legalize já! Afinal, ninguém iria traficar algo que é legal... iria?
Post scriptum: “Gabeira é mara!”, Seu Ladir sobre Fernando Gabeira.


O QUE ACONTECERIA SE... OS CURITIBANOS CONTINUASSEM INDECISOS QUANDO ACORDASSEM E VOTASSEM NA GLEISI HOFFMANN (PT) PARA QUE HOUVESSE SEGUNDO TURNO E ELA FICASSE CARA A CARA NOS DEBATES COM BETO RICHA (PSDB)?
Seria mais engraçado. Talvez a derrota fosse mais esmagadora para os petistas (nada contra, já fui petista até a alma; e acho que lá no fundo eu ainda sou... $#%*!), mas talvez ela realmente tivesse uma chance. Mas não teve. Perdeu, playboy!



O QUE ACONTECERIA SE... O BETO PRETO (PT) FOSSE O PREFEITO PERFEITO?
Você deveria ter medo. Muito, muito medo. Muito. Muito mesmo. Me dá calafrios só de pensar. É o João!

É, galerinha mais ou menos. Em breve, mais O que aconteceria se...? Talvez sobre política. Talvez não. Depende. Até.

Nathan Zanferrari é estudante do 1º ano de jornalismo, escreve toda terça-feira no H&R e se pergunta o que aconteceria se Pedro Wosgrau Filho encontrasse o seu irmão perdido, Papa Bento XVI.

20 de outubro de 2008

Namorar palavras é um dom (Isadora Camargo)

Várias idéias organizadas no dead line, mais uma vez. Pensei muito sobre o tema para iniciar a semana, pois durante ela temos uma gama de variedades... Mas aí não teve jeito, continuo na saga da linguagem, afinal é interessante viajar sobre as palavras!

A língua portuguesa é composta por cerca de 400 mil palavras. Sim, são infindáveis letras combinadas e carregadas de significado e usadas por nós, às vezes de maneira boa ou ruim, depende do estado de espírito de cada um, aliás, tudo depende... hehehe

Uma questão a se refletir é a de que as palavras conferem status! Não sei se isso é bom, porém acontece. Quantas e quantas vezes vemos algumas pessoas pronunciando sílabas inacabáveis, incomuns e que aos ouvidos soam diferentemente do que o dia-a-dia está habituado.

Por exemplo, acobilhar, que diga-se de passagem não é nem reconhecido pelo programa de texto do computador, é o mesmo que acolher, agasalhar. E o mesto? Mesto é aquilo que causa tristeza, nesse caso acho que até combina, porque convenhamos, ô palavra feia, e triste!!! Por aí vai o mar de palavras exóticas, desconhecidas e complicadas, mas que causam na mente das pessoas algo como atração pelo diferente, é como se as palavras agissem feito imã e, ainda por cima, remetem pompa!

Qual é a relevância de saber palavras difíceis?! Pode até ser bonito, elegante, mas e daí?! Na maioria das vezes parece prolixo, as situações devem ser representadas, reportadas de maneira mais simples possível, pois assim atinge um maior número de pessoas compreendendo diversos assuntos. Parece tão mais solidário, não acha?!

Outro fato importante é a capacidade de admirar e repugnar palavras. Isso é incrível! Os “palavrões” são chamados palavrões, mas não são palavras metricamente grandes. É ilógico como as palavras podem admitir tantos sentidos, conotativos, denotativos, ambíguos e assim sucessivamente. No meu caso, odeio aquela palavrinha chula de apoio: car@#$%lho, é horrível! Confesso ter um enorme pudor sobre ela, mas enfim tem gente que gosta...de falar!

E há o contrário: amor, saudade, imensurável, benevolente, entre outras lindas! Repara a sonoridade, o arranjo de letras, é quase uma melodia lexical. A semiótica, a semântica é um verdadeiro luxo, sob esse aspecto. O que seria dos grandes poetas sem essa mistura redonda de letras?!
E em relação a isso, encontrei um artigo no blog chamado“Logopéia” ( o link está no final da matéria) muito interessante que fala sobre a “Luta Social das Palavras”, um verdadeiro movimento para entender o que as palavras significam “porque as coisas em si não significam nada”. Isso é o que há de inovador e verdadeiro! Excelente abordagem de idéia!

Bom, a verdade é que as palavras são com as pessoas. Ou você as ama e as usa ou as odeia e nem as mentaliza! Sem mais...

19 de outubro de 2008

Estão todos cegos! (Geórgia Genestra)


Não é uma epidemia de glaucoma, nem tão pouco uma alucinação minha. Todas as pessoas estão cegas, talvez isso pareça demasiadamente generalista e é exatamente essa a intenção.

Chega de ressalvas, de exceções, no fundo nós sabemos sobre nossa cegueira intrínseca, desumana. (peço perdão aos cegos fisiológicos ou a quem se sentir ofendido). Estou aqui falando de algo pior do que não poder ver.

Falo de pessoas que não querem ver ou não conseguem ver – não por um problema físico – mas por covardia. Mães que não olham para seus filhos e depois se perguntam onde foi o erro. Maridos e esposas que já não se reconhecem diante de tantos problemas. Políticos que não enxergam sua total displicência e ignorância. Não pense você, caro leitor que partiu de minha mente essas idéias tão pessimistas. Elas partiram de um “belo” e “feio” filme.

O filme é dirigido pelo já tão premiado brasileiro (olha que chique) Fernando Meirelles e baseado no livro do escritor português José Saramago. Em “Ensaio sobre a cegueira” o tema “cegueira” vem como um sentido claro de impotência. Da nossa impotência diante de, simplesmente, nós mesmos.

Para quem – ainda - não assistiu, aqui vai um conselho: leia o livro antes. Sabe por quê? Vou explicar. Quando li o livro fiquei chocada com certas verdades humanas que na maioria das vezes temos vergonha de mostrar, ou escrever! Porém, minha sutil “inocência” quanto a alguns aspectos, não me proporcionaram imaginar cenas como as que vi no filme. Por isso, ler o livro vai fornecer o grau de “inocência” que você ainda tem!

Certamente não é para qualquer um ver e entender. Afinal, nada é para todos. Claro que, cada um tem um gosto, muitos vão amar, outro tanto, odiar. O importante é não ter opinião formada sobre tudo. Confesso que esperava ver mais atores latinos, porém, a atuação de todos foi brilhante. Gael Garcia Bernal, o garoto propaganda do filme (essa não podia passar), está numa atuação também muito boa, mas já aviso às tietes de plantão que ele não chega nem perto do antigo Che.

Um ponto interessantíssimo do filme é a crítica ao que chamamos de sociedade, de governo. Chego a pensar nos anarquistas (ou pseudo-anarquistas) e utopia é o que me vem à cabeça. Sim, não me odeiem por isso, mas o ser humano AINDA não sabe viver sem cabresto. É muito egoísta para isso. Infelizmente.
Obviamente Não vou contar o filme. Quem quiser que veja, ou faça ainda melhor, veja, olhe e sinta. Por fim, caro amigo leitor (olha só a intimidade), desejo que você seja saudável e tenha a oportunidade de ver o filme com os olhos e de senti-lo com a alma. Para os que não podem ver fisicamente (e também para todo o resto), que agucem ainda mais sua sensibilidade e não usem seus problemas para ludibriar ninguém (quem for ver o filme entenderá essa colocação).
Minha esperança? Um dia escrever lá no início “estão todos vendo”.

Abraços!!!
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