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14 de novembro de 2008

Ver as coisas pela primeira vez (Fer Suguiama)


"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez", disse Nietsche, filósofo alemão. Uma bela frase! As duas imagens deste foram tiradas por mim, num tradicional dia de aula. No entanto, não é para quem tem péssima memória, e sim para os que vêem as coisas pela primeira vez.
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No trevo do Distrito de Pirapó (norte do Paraná), um caminhão tombado, com sua carga esparramada pelo chão. Estávamos no ônibus: enquanto alguns fitavam a cena cabisbaixos e chateados com o ocorrido, outros apenas riam (talvez pelo fato do ônibus ter que se atrasar).
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Mas, finalmente, o fato que me levou a escrever o post de hoje foi o Marcelinho (15 anos), que passou o trajeto dormindo. Mesmo com a gritaria dos vizinhos de banco, ele não se levantou para ver o caminhão tombado na ida. Quando chegamos ao colégio, não comentaram com ele sobre isso. Como é comum haver acidentes nesse trevo, o assunto logo se encerrou. Na volta, temos que passar novamente por lá, e todos já esperavam por novidades, mesmo que nem tão empolgados assim. A maioria dos passageiros dormia, mas dessa vez Marcelinho estava desperto.
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- WOOOOOOOOOOW, UM ACIDENTE! - Gritou ele, indescritivelmente eufórico. Uma pena não ter sido o primeiro a ter visto. O máximo que ouviu foi: "É, desde hoje cedo". Mas isso não tirava sua empolgação, e ele é só um exemplo para algo um pouco mais amplo. Isso me lembrou da frase que inicia este post. Não que ele tenha péssima memória, mas estava de olhos fechados para um fato que todos viram. E quando ele percebeu, já era tarde e não deram bola.
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Chateada pelo fato de eu não ter conseguido uma boa foto na ida, tentei mais uma vez. A diferença é que dessa vez já chovia, o carro do guincho estava lá, os sacos estavam estourados e mais um outro caminhão aparecera para ajudar (e para tampar a visão da carga despejada), a cena mudara completamente. Tudo parece em constante transformação, como um rio em movimento. Não vemos as coisas como elas são, mas como elas se apresentam para nós. Sendo assim, pode ser interessante observar as várias faces de um acontecimento.

10 comentários:

victor disse...

Olá amiga, boa matéria. "Nada do que foi será, do jeito que já foi um dia". Abraços

Vítor Trannin disse...

Isso nos mostra que cada momento, cada oportunidade, deve ser aproveitada.
Nós estamos fechando nossos olhos para o que acontece fora do nosso mundo de ilusões. E quando acordamos para a realidade, vemos que já não podemos fazer nada a não ser observar as atrocidades já cometidas e suas consequências.
O mundo muda constantemente e, se nos alienamos dele, talvez depois seja tarde de mais para impedir que as mudanças ruins ocorram.

Ótimo texto!!!

intoxicoswetrust disse...

Por isso que falam que DDA é o mal dos gênios.

gibanet disse...

Mesmo que você tenha uma ótima memória, o mundo está em movimento constante, como você disse é importante poder observar a mesma cena de vários ângulos.
Sem falar que tudo está relacionado a teoria do caos.
Ótimo post, ótimo texto, parabéns mesmo.
Um grande abraço

^^taci disse...

: D~~ Ualll adorei a materia e a maneira o qual você escreveu ela ... para falar a verdade foi umas das melhores postada no blog ! \o//

=***

S disse...

Bom texto. Bem escrito. Mas acho que é o seu texto mais fraco até agora. Este texto não contém a amplitude (não fala de questões tão gerais) como os outros. Talvez seja estupidez minha, mas eu não consegui perceber o lado "mais amplo" do seu texto, está muito particular, quase parecendo um diário "íntimo".Porém, como já disse, não deixa de ser um texto bom.

Fer Suguiama disse...

Victor: "Tudo sempre passará". Obrigada pelo acompanhamento por aqui, amigo! Abraços

Vítor Trannin: Adoro quando você lê algo e reflete sobre o assunto aqui mesmo, nos comentários. E depois fica fugindo do Zumas, tsc tsc tsc... haha

Intoxicos: É a famosa 'dádiva' ou síndrome de todos eles...

Gibanet: Se pararmos pra ver, talvez a teoria do caos seja mesmo onipresente... eu, hein! Abraços!

Stiven: Tem razão, tá bem a cara de um 'diário de bordo'. Mas, fique tranqüilo, essa foi uma tentativa minha de escrever, aqui no Histórias e Rankings, de fato, uma história. Acontece que fugi um pouco do molde dos textos anteriores, o que parece distoar um pouquinho (ou bastante xD). Obrigada pelo toque, mesmo que não tenha sido um, continuarei a explorar as várias possibilidades de se postar um texto nesse blog que, além de rankings e narrativas, acata tudo, até mesmo posts anônimos! =}

Sylvia Marteleto disse...

Olá! tudo bem? Que bom que gostou do blog! Claro que podemos nos linkar... Será um prazer; gostei muito do seu blog. Parabéns!

Visitarei sempre ...

Grande abraço,
Sylvia Marteleto

rgranada disse...

adorei o post e realmente as vezes é uma dádiva ter memória ruim, ainda mais nos dias de hoje.

Importados disse...

Parabéns pelo post!
Você está realmente preparada para observar as pistas nas entrelinhas da vida! As pistas através das quais a vida fala com a gente ...
Beijinhos,
Lucinha.

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