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15 de janeiro de 2009

“Falamos apenas como leões, mas nos sacrificamos como ovelhas”

Antes de conversarmos sobre o tema do título, uma ‘pequena’ introdução:

Counting Crows é uma banda americana de rock alternativo. Formada em 1991 em São Francisco, pelo vocalista Adam Duritz e o guitarrista David Bryson. Você, caro leitor, provavelmente já deve ter ouvido algo deles, a não ser que não tenha visto o primeiro filme da trilogia Shrek (ao som de Accidentally in Love). Ou que nunca tenha se flagrado cantarolando o refrão da música Mr Jones.
Que seja. A propósito, o nome da banda foi citado aqui pelos créditos da frase que dá o título deste post. A frase original é da música Round Here, do álbum Films About Ghosts. Importante mencionarmos também que o texto de hoje não tem pretensão alguma de discutir arranjos e riffs ou os instrumentos utilizados para tocar tal música. Afinal, já temos alguém (dá-lhe, José Renan!) aqui do blog para tal trabalho.

Enfim, vamos ao que interessa:

Alguém já tentou? Tentou fugir dos conceitos da sociedade para deixar de ser tratado como um cordeirinho? Se conseguiu, parabéns. Caso contrário, junte-se à maioria e continue a viver nesse mundo em que normais são aqueles que seguem regras. Fortes como leões. Será mesmo?

Obedecemos às regras porque concordamos (perdão pela generalização aqui) com elas ou porque tem medo das conseqüências? Onde quer que estejamos, existirão regras. Elas talvez possam organizar a sociedade. Logo, fazem-na pensar mais, certo? Quem sabe. Há quem diga que o papel de submisso acarreta em uma personalidade sem personalidade, diga-se de passagem.

Que tal fazer algo sem pensar nas conseqüências e nem no que a sociedade dirá sobre isso? “Isso é fácil!”, diriam muitos leões. Aí vai de cada um: gritar em um lugar de silêncio, explodir alguma coisa, deixar de fazer algo comum, amar de verdade... Se já pensou em fazer algo parecido ao menos uma vez na vida, você é considerado normal. Se já teve vontade, é corajoso. E se já fez, é um louco. E precisamos de mais gente assim. Apenas torço para que todos não optem pela loucura. Isso seria comum demais. Afinal, nas palavras de Adam Duritz,

Round here we're carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs”.

Aos curiosos que se interessaram por ouvir a música, aqui estão os links dos vídeos: Round Here (ao vivo) 2008 e Round Here (video original). Aos que leram até aqui, leões ou ovelhas, recomendo, de maneira extrema, o ao vivo de 2008.

9 comentários:

bruna inácio disse...

"Que tal fazer algo sem pensar nas conseqüências e nem no que a sociedade dirá sobre isso?"

Isso traria paz a muitas pessoas. Fazer algo em que a sociedade não tenha o direito de interferir. Nem dar opiniões. ;D

SHOW. Muito bom mesmo, Fer! parabéns ;D

van k huk disse...

A abordagem super criativa e um tema nada clichê. Sério. parabens!

Bruno Dark disse...

Parabenss Fer....
ta muito bom...
gostei....
precisamos de mais gente assim...
tipo...é legal gente louca...perspectivas diferentes sempre sao bem vindas...
ja disseram que loucos eram genios..:D
bjuu..
parabensss

Talvez, apenas mais um louco disse...

É, sou louco sim. Ou apenas alguém que busca uma forma alternativa de se viver?

Anônimo disse...

De qualquer forma, "loucos" ou não, estamos seguindo regras. A sociedade é um complexo onde até mesmo as suas irregularidades são harmoniosas. As regras são sustentadas nas "não-regras", pois o que mantém esta instituição (Sociedade) são as diferenças. Para alguns isso é revoltante,mas é fato. Não há riqueza sem miséria, não há regras sem devios, não existe harmonia sem caos. Aqueles que procuram uma identidade desviando-se de certas normas provavelmente não encontrarão nada de satisfatório, aliás, é impossível estar fora da Sociedade. Por exemplo, os movimentos de contracultura buscaram existência fora da banalidade, logo foram incluídos no sistema (através do mercado-moda). Pensando bem, de fato, eles sempre estiveram no sistema. Só surgiram numa reação a alguma ação deste organismo (Sociedade). Vale lembrar que sistema social é muito mais do que mercado, como alguns "esquerdistas dogmáticos" pensam.
Talvez a definição "louco" satisfaça o indivíduo que busca ser diferente dos outros, para isso o louco precisa ter muita fé em sua denominação, para se iludir com o sentido atribuído por outros loucos a ela. Aquele sentido infantil de "do-contra".
Chega de falatório, o tema é extenso e enfadonho. É melhor resumir meu ponto de vista em grosseirias do tipo: buscar identidade fora do complexo social é burrice, uma tentativa de enaltecer o ego, um desejo imposto por outros egos através de personagens com super-poderes, estrelas do rock, atores famosos, etc. Enfim, pura vaidade, ou, "vaidade das vaidades".

thami morette disse...

O problema dos limites da sociedade, é que algumas pessoas acabam se escravizando a essas regras e se preocupando demasiadamente com a opinião alheia.
A solução é nos adaptarmos até onde é possível. Aproveitarmos nossa liberdade sem nos preocupar com opiniões de pessoas que não tem valor pra nós!
;D

Zé Renan disse...

Todos temos nosso lugar, nossa importância dentro do tal do "sistema". Afinal, não haveriam leões sem que houvessem ovelhas, e vice-versa. O que se deve fazer é tentar buscar uma certa autonomia dentro dos limites do sistema. Não é pensar por si mesmo, mas deixar com que aqueles que sabem pensar fazê-lo. E aqueles que sabem trabalhar, o mesmo. O status de "leão" na sociedade é bem mais valorizado, mas se não fosse a "ovelha", ele não existiria. Cada um no seu quadrado!!! xD

Texto ótimo, Fernanda!!! Adorei meeesmo! Até porque adoro Counting Crows... auhhauuhaua

Isadora Camargo disse...

Bom, acho que todos já disseram muita coisa construtiva. Realmente, um tema não clichê, apesar de que adoro clichês..rs...e a Fer arrasa em qualquer um deles! Parabéns! bjs!

alerts disse...

It seems different countries, different cultures, we really can decide things in the same understanding of the difference!
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