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29 de março de 2009

Ranking de fornecedores de material esportivo do futebol brasileiro – Sebá Neto

Olá amigos do H&R! Antes de postar qualquer coisa, quero agradecer ao Yoshi pela oportunidade de escrever sobre esporte aqui no H&R. Estou muito orgulhoso de fazer parte desta equipe de primeira! Na minha estreia, vou falar de um assunto que alguns amantes do futebol nem prestam muita atenção, mas movimenta uma boa grana no esporte mais popular do planeta: o material esportivo. Vira e mexe o seu time troca de empresa de uma hora para a outra, e quando você vai ver, a camisa que você comprou um ano atrás já está “antiga”.

No Brasil, a relação entre os clubes de futebol e as empresas que fornecem seu material não são lá muito consistentes, principalmente quando falamos em times de menor expressão. Nos últimos anos, grandes empresas do cenário mundial no que diz respeito a uniformes chegaram a terras brasileiras e investiram pesado nos grandes clubes, e alguns acabaram se estabilizando neles, muito pela visibilidade que o futebol brasileiro tem na população. Para mostrar mais essa “globalização” do futebol, dos 20 clubes da série A do Brasileiro apenas quatro são patrocinados por empresas brasileiras.

Mas o problema tanto para os times quanto para as fornecedoras de material está em um local onde muitas outras áreas também vêem dificuldades: na pirataria. Isso porque principalmente os clubes de grande torcida no Brasil fazem uma espécie de “contrato de produtividade” com suas empresas de uniformes: ou seja, o time ganha uma porcentagem com a venda de produtos como uniformes, materiais de treino e artigos da empresa que levam a marca do clube, como também os produtos licenciados em geral. Com a pirataria ninguém ganha, já que o clube não leva porcentagem de quase nada, porque muita gente prefere comprar os produtos piratas do seu time, muito menos a empresa, que vê seu faturamento cair assustadoramente.

Por exemplo: o Corinthians tem um contrato com a Nike que prevê ganho de 20% sobre produtos do clube vendidos pela empresa americana, porém como segurança o clube paulista acertou uma cota mínima de repasse da empresa para o Timão independente do faturamento em produtos: 5 milhões de reais por ano. Na prática, mesmo que a Nike venda menos de 25 milhões por ano (5 milhões correspondem a 20% desse valor), a empresa terá de pagar a quantia pré-definida. Caso o faturamento ultrapasse os 25 milhões, o Corinthians ganhará a cota de 20% sobre os produtos normalmente.

Para ilustrar: nos quatro anos de contrato entre Corinthians e Nike, o faturamento em produtos pela fornecedora de uniformes sequer passou dos 20 milhões de reais. Para fazer jus ao nome do blog, confira o ranking das empresas que possuem mais clubes patrocinados nas séries A e B em quantidade, e em seguida através de uma pontuação que leva em conta os títulos e o número de torcedores de cada time.

Ranking das Empresas de Material Esportivo no futebol Brasileiro (séries A e B):

1- Champs: 9 equipes (Avaí, Náutico e Vitória na Série A; Bragantino, Brasiliense, Guarani, Ponta Preta, São Caetano e Vasco da Gama na Série B).
2- Lotto: 7 equipes (Coritiba, Atlético Mineiro, Goiás, Santo André e Sport Recife na Série A; Bahia e Fortaleza na Série B).
3- Penalty: 4 equipes (Juventude, Paraná Clube, Portuguesa e Vila Nova na Série B).
4- Reebok: 3 equipes (São Paulo, Cruzeiro e Internacional na Série A).
- Umbro: 3 equipes (Atlético Mineiro, Santos na Série A; Figueirense na Série B)
6- Nike: 2 equipes (Corinthians e Flamengo na Série A)
- Adidas: 2 equipes (Fluminense e Palmeiras na Série A)
- Kanxa: 2 equipes (Grêmio Barueri na Série A; América de Natal na Série B).
9- Puma (Grêmio) – Kappa (Botafogo) – Joma (Ceará) – ERK (Abc) – Majal (Campinense) – Topper (Ipatinga) – Vettor (Duque de Caxias) e Super Bolla (Atlético Goianiense): 1 equipe

Ranking das Empresas de Material Esportivo no futebol Brasileiro (séries A e B) - pontos:

1-Champs: 20 pontos
2-Lotto: 18 pontos
3-Reebok: 12 pontos
4-Umbro: 9 pontos
5-Nike: 8 pontos
6-Adidas e Penalty: 7 pontos
8-Puma: 4 pontos
9-Kappa e Kanxa: 3 pontos
11-Joma e Topper: 2 pontos
13-ERK, Majal, Vettor e Super Bolla: 1 ponto

Entenda a pontuação: Os times das Séries A e B foram divididos em graus de importância através de critérios como títulos nacionais e Internacionais, bem como a torcida em todo o país:
- Títulos Continentais e Mundiais (4 pontos)
(São Paulo, Inter, Palmeiras, Grêmio, Corinthians, Santos, Flamengo, Vasco e Cruzeiro)
- Série A – Importância Nacional (3 pontos)
(Atlético PR e MG, Botafogo, Fluminense, Coritiba, Goiás, Náutico, Sport Recife e Vitória)
- 2 pontos:
(Ponte, Avaí, Barueri, Sto. André, Bahia, Fortaleza, Ceará, Portuguesa, São Caetano, Ipatinga, Juventude, Paraná, Guarani e Figueirense)
- os demais times “valem” 1 ponto

4 comentários:

Guilherme Freitas disse...

Bacana esse ranking. A Champs é desconhecida por muita gente, mas está bem na fita. As duas grandes marcas mundiais (Nike e Adidas) só tem 4 clubes. Muito pouco. Abraços.

Asdrubal disse...

Dizer que o Corinthians está na faixa dos que tem conquistas continentais/mundiais foi forçar a barra. Deveria ter dito que está na faixa dos de maior torcida.

Anônimo disse...

Explicação altamente neste blogue, postagens como aqui está destacam aos que observar aqui !!!
Entrega mais do teu web site, a todos os teus visitantes.

Fabiano disse...

Quer dizer que o Atlético Mineiro tem dois fornecedores de material esportivo??? Acho que na Umbro, o nome certo seria Atlético Paranaense, não?!

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