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24 de janeiro de 2009

Por dentro da Band – Entrevista: Fábio Canatta, coordenador de jornalismo da Band-RS (Parte 2/5)

Casa de Verão da Band em Torres, 19:30 da noite. Os créditos do telejornal da emissora acabam de subir, sinalizando o final do Band Cidade. Um alívio toma conta do local, que está lotado, pois mais ou menos trinta pessoas, entre equipe de produção, jornalistas, locutores da rádio e convidados ocupam a pequena casa a beira-mar. O repórter Luiz Gustavo Bordin (que faz expedições para a Antártida, conta piadas em russo e é uma grande figura) me apresenta ao homem que coordena toda essa equipe.

Fábio Canatta tem 29 anos e em sete anos chegou ao cargo coordenador de jornalismo da TV Bandeirantes do Rio Grande do Sul. Muito solicito, Fábio me cumprimenta, mas já fala: “Não tenho muito tempo. Em meia hora você consegue as tuas informações?”. Combino com ele a minha saída com a equipe de reportagem, que aconteceria três dias depois e lhe faço algumas perguntas. Nessa mini-entrevista, Canatta fala sobre diploma, crise, trajetória e dá conselhos para quem quer seguir a carreira jornalística:

1) H&R - Olá Canatta. Fale um pouco sobre a sua trajetória no jornalismo e como você chegou até o cargo que ocupa hoje.
Fábio Canatta - Eu me formei em 2002 na Faculdade dos Meios de Comunicação (FAMECOS) da PUC de Porto Alegre. Mas antes disso, em 2001 eu comecei a estagiar na sucursal de Porto Alegre do Jornal Folha do Sul, que é de Caxias do sul - RS. Eu fazia parte da equipe de reportagem. Também trabalhei com a assessoria de imprensa da então prefeita de Alvorada (cidade da região metropolitana de Porto Alegre) e hoje Deputada Estadual Stela Farias. Ainda como estagiário, eu entrei para a Band-RS. Em 2002, depois que eu me formei, entrei como produtor da rádio e da TV. Dentro da TV, passei por todas as funções. Fui produtor, passei rapidamente pela reportagem, editor, chefe de reportagem, chefe de redação e hoje sou coordenador de jornalismo da TV.

2) Como é o cotidiano de um jornalista?
Bem, tem uma diferença do que eu faço e do que a reportagem faz. Eu tomo conta do controle editorial da TV. Sou responsável pelas pautas que a bandeirantes faz, pelos telejornais que a bandeirantes produz, pelas escalas da equipe, pelo planejamento de coberturas externas, como a casa de verão da Band, pelos programas que são feitos fora da band, relação com departamento comercial, coberturas especiais, algo mais administrativo. Na redação da Band-RS, trabalha-se para três programas: Toque de bola, programa de esportes que acontece as 12:30, o Lado a Lado, que hoje está fora do ar por causa do Jornal de Verão, que é feito de torres, as 13:00 e o nosso telejornal, o Band cidade, as 18:45.

3) Você acredita que a crise econômica afetou as empresas jornalísticas? De que forma?
Acho que afetou sim. A empresa jornalística é uma empresa como qualquer outra, no qual o produto é o jornalismo. Ela vende, compra, contrata e demite, como qualquer outra empresa. Talvez tenhamos sofrido um impacto menor nesse primeiro momento, devido não ter uma relação direta com o mercado externo, mas nos afetou sim. Afinal a crise afeta todas as empresas do Brasil, inclusive as empresas de comunicação.

4) Qual é a sua opinião sobre a questão da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo?
Eu não tenho uma opinião formada sobre a obrigatoriedade do diploma. Tem alguns pontos que eu sou favorável e outros eu sou contrário. Acho que é válida como proteção para a classe dos jornalistas, mas eu duvido que mesmo que seja derrubada a obrigatoriedade, as empresas deixem de exigir o diploma para contratar jornalistas.
H&R - Porque essa questão não entra na agenda dos grandes meios de comunicações?
Tu quer dizer por que esse não está em discussão na TV? Porque a gente acha que isso interessa a gente e não interessa as pessoas!

5) Qual é conselho que você dá para um estudante de jornalismo se preparar para o mercado de trabalho.
Primeiramente, não cansar nunca. Jornalismo é muito trabalho, muito esforço. Antes de dominar qualquer técnica, antes de conhecer TV, rádio e jornal, tem que está bem informado. Informação é mais importante do que qualquer coisa. Tem que ler muito jornal, ler muita revista, ler muito livro. Ler é mais importante do que qualquer coisa para um estudante de jornalismo.

Na próxima semana: Na terceira parte de Por Dentro da Band, mostro para vocês como é o cotidiano de um repórter. Eu acompanho a repórter Fernanda Farias em um dia de reportagem, pauta, problemas e necessidade de soluções rápidas. Todos os bastidores de uma reportagem vocês conferem semana que vem aqui no Histórias e Rankings.YOSHI!

2 comentários:

blogdocatarino.com disse...

Muito boa e esclarecedora sua entrevista.
Concordo como o jornalista entrevistado, a crise atinge todas as empresas inclusive os meios de comunicação.

Wander Veroni disse...

Opa! Gostei muito da entrevista dele e por mostrar que também há a parte administrativa do jornalismo. Só achei estranho um Jornalista não defender a regularização da profissão. mas tudo bem, cada um com seu cada qual.

Abraço,

=]

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