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1 de janeiro de 2009

Ano Novo, mudanças: será mesmo?

Pode parecer assustador, mas sempre existe alguém que cumpre o que prometeu no Reveillon. A propósito: quantas viradas de ano as suas promessas já passaram com você? Não apenas aqueles clichês de fazer exercícios físicos, emagrecer, estudar mais, comprar um carro ou ganhar na loteria. Estamos falando de planos que vão além das próprias promessas. Planos estranhos, que surgem no final do ano, talvez por esse espírito de revolução e nostalgia que contagia muita gente lá pelo final de cada dezembro.

Por que esperar o ano acabar para escolher uma mudança radical? Não que isso seja ruim, pois o próprio fato de se determinar a fazer algo é louvável. É o poder dos calendários, pelo que parece. Esperar o primeiro de janeiro chegar, para revolucionar algo que poderia ter sido feito em qualquer outro dia do ano, que não precisaria de fogos de artifícios para estourar na consciência daqueles que não fizeram nada o ano inteiro e só agora pretendem mudar.

Bom, se os estouros fazem tanto efeito assim, talvez seja por isso que o sentimento de mudança chega de quatro em quatro anos. Nas eleições ou Copas do Mundo, se o seu favorito ganhar, claro... Mas isso já é outra história.

Os planos de um ano novo feliz foram feitos bem antes da contagem regressiva. Hoje, primeiro dia dos 365 que hão de vir, a maioria se sente em férias. Independentemente da cor da roupa íntima vestida na noite anterior, talvez a ressaca da champagne tenha feito alguns se esquecerem daquela pequena lista de afazeres para uma vida melhor, em um ano melhor. E então? Desta vez, cumpri-las-emos?

Estamos em 2009, um ano com o mesmo número de dias do que qualquer outro (ignorem os bissextos), propício a mudanças, declarações, investimentos e/ou pedidos de desculpas. Como todos os outros. E, quem sabe, quando o 31 de dezembro deste ano chegar, a comemoração seja por termos realizado projetos de promessas de Reveillon 2009 e – por que não? – de 2010. Afinal, o ano que vem vai demorar muito, ainda. Adiantemos os planos e suas concretizações. Um Feliz Ano Novo para todos nós!

2 comentários:

S disse...

Bom texto, me lembrou Drummond:

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre [a ilusão] da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para diante vai ser diferente". (Carlos Drummond de Andrade)

Para quem acredita que um calendário tem tanto poder assim, a ponto de provocar transformações em sua vida, pode ser bom. Porém, é mais provavél que isso seja algo negativo, já que impede a pessoa de tomar certas decisões independente de um cronograma. É como um grilhão que atrasa, através do comodismo, a vida daqueles que almejam mudanças em suas vidas.

Rodrigo Piva disse...

Feliz 2009 pra ti, Edgard!
E parabéns pela roupa nova do H&R. Ficou show!

Abraços

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